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Mostrando postagens de 2015

Céu azul sem nuvens - Poema

Céu e mar a se encontrar Um universo, eu e você Luz e sol; no teu olhar Brisa leve a me envolver Escuridão; você faltar Morro um pouco; entardecer Seu corpo ainda é o melhor papel Que com mãos e lábios vou escrever A poesia que é seu mel Ao fim da tarde vou beber Se as nuvens vierem e o tempo fechar Contigo estarei, não temerei Se você o mar tornar Com prazer me afogarei Se um ciclone nos devastar Juntando os cacos do medo, da ilusão Saberei que capaz nosso amor será De sobreviver à qualquer furacão Quando o sol voltar a aparecer O frio e a chuva vou preferir Pra desfrutar do seu calor sem temer Sei que sua vontade não é ir Assim me afogarei em seu mar Seu calor, seus beijos Seus carinhos, seu jeito de amar Me envolver em seu cheiro Não preciso saber nadar Não conheço desespero Tu me ensinas a navegar Todo amor é seu, primeiro.

Hipocrisia, a gente se vê por aqui.

"AAAAAAAAAAI COMO ESSES GAYS SÃO DESRESPEITOSOS". Jamais nessa indústria vital, fiquei tão revoltada com a sociedade na qual vivemos. Nessa semana, aconteceu a Parada LGBT em São Paulo - terrinha minha -, na qual alguns atores - uma delas, transsexual - resolveu, como forma de protesto, voltar à idade antiga - se bem que ainda estamos presos à ela, nem precisava do termo "voltar" - e representar como eles se sentem, vivendo nessa sociedade: condenados e pregados numa cruz, por ser quem eles eram. Ora pois, na própria Bíblia diz que assim eram tratados os criminosos, malfeitores ou imorais. Bem, ok. Ótima forma de protestar. Mas não pro brasileiro que sempre mantém a religião fora dos assuntos estatais, donos da moral e dos bons costumes na qual uma empresa é boicotada por mostrar vários tipos de relações afetivas. Não no país no qual, na mesma novela, ocorrem tentativa de estupro, mortes friamente calculadas e beijo lésbico, mas só o beijo entre pessoas do m...

A banda acabou: aceita que dói menos!

Se tem uma coisa que me deixa irritada é gente chorando pelo leite derramado, principalmente nas redes sociais e ultimamente ando lendo - engraçado isso porque eu realmente ando enquanto leio - muita gente falando sobre términos e supostas voltas de banda - comentários impulsionados pela possível reunião de Zeppelin. Três de cinco das minhas bandas favoritas não existem mais (Pink Floyd, Engenheiros do Hawaii e Beatles) e sinceramente, eu não queria que fosse diferente. Música significa muito pra mim e o que não existe, não pode mais te decepcionar. É uma boa forma de se pensar. Pink Floyd : Os fãs de Floyd são uns eternos apaixonados e acho isso maravilhoso. Cada vez que ouvimos um álbum, é como se fosse a primeira vez - cada álbum com suas particularidades, detalhes e sensações. Geralmente se dividem em "time Waters" e "time Gilmour" e começam a especular sobre de quem seria a culpa pelo fim da melhor banda do universo - sou suspeita. Sinceramente, sou time G...

Mapas do acaso

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As pessoas estão cada vez mais céticas hoje em dia, admito. Ao sabor do acaso, apesar dos pesares o barco ainda flutua. ACASO! Acho engraçado como usamos esse termo. "Encontrei fulano por acaso". Acaso existe? E sorte? Como pode uma maré de bons acontecimentos escolher ou não alguém pra andar do lado? Ou uma maré de maus acontecimentos? Aleatoriamente? Cada um tem o que merece? Cada vez acredito menos em acaso. Claro, encontrar um colega na rua, pode até ser por acaso. Ou não. Talvez aquela pessoa estivesse precisando de um sorriso, de uma lembrança boa, e "bum", nos encontramos na rua e trocamos algumas memórias. Não percebemos, mas aconteceu com um propósito. Mas as grandes coisas da vida não podem ser por acaso, difícil acreditar que alguém como um super empresário conseguiu seu posto por "pura sorte". Não que eu seja muito merecedora, mas o destino me trás marés complexas. "Sorte no amor, azar na vida", talvez. Às vezes a vida está uma ...

Chega a hora de dizer chega

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Nunca mencionei aqui sobre músicas preferidas, que de certa forma - de uma forma muito, muito intensa - me definem. Uma delas é "A Verdade A Ver Navios (Engenheiros do Hawaii, "Ouça O Que Eu Digo, Não Ouça Ninguém", 1988) que ilustra bem a sensação que tive essa semana. Esse é mais um post sobre crescer e ter responsabilidades. Isso é bem difícil, mesmo que não pareça. Ouvi inúmeras vezes as pessoas falando "ah, a vida é assim mesmo" quando eu desabafava sobre meus problemas, e concluí que elas estavam erradas. Você não tem que aceitar coisas que te incomodam, que parecem ser erradas ou qualquer coisa assim sem fazer nada. Melhorar, às vezes é deixar ir. Eu mal durmo, não sei se sabem. Muitos trabalhos, pouco tempo, trabalhar. Acho que estou comprometendo minha saúde. Então eu chutei o pau da barraca e pedi demissão. Nem eu tô acreditando, ainda, pra ser sincera. Esse foi meu primeiro emprego, um ano e 3 meses indo todos os dias ao mesmo lugar, pra fazer a ...

A primeira da fila

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Galerinha, desculpem o sumiço. Digamos que meu fim de semana foi mais que corrido e, minhas aulas não me deixam respirar. Estou escrevendo de dentro de um ônibus abarrotado a caminho da faculdade com plantas numa mão e o celular na outra. Devo esclarecer pra quem não entendeu a lista anterior que meu amor pelo Humberto Gessinger é maior que qualquer lista e que, Steve Harris só ganhou o posto pelos prêmios dos quais eu não posso discordar. Meu coração é tão do Gessinger quanto o dele é do Grêmio. Prova disso foi o fim de semana maluco que tive. Sou paulistana, da zona sul e, o Mestre Gessinger passaria com a 1bertour por Campinas (SP). Claro que eu não poderia perder essa ooportunidade. É perto demais pra deixar pra lá. Comprei meu ingresso em janeiro, logo após ao show no Citibank Hall, conhecido também como o melhor dia da minha vida. Pois bem, o show seria no Campinas Hall, dia 11 de abril. Abertura da casa às 21h, show 00h30. Ariadne não dormiu. Saí de casa 4h30, pegu...

TOP 10 BAIXISTAS PREFERIDOS

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Adivinhem quem voltou? Vamos falar de coisa boa, vamos falar da tek... Mentira. Vamos falar do meu instrumento preferido, aliás... Dos meus baixistas preferidos. Top 10 *-* Essa lista foi feita num dia chato de domingo no qual eu decidi mostrar quais os meus baixistas preferidos. Talvez vocês discordem um pouco, mas, com certeza não totalmente. 10) Chris White (The Zombies) Nossa, Ari, como você é hipster. Adoro Zombies, acho eles inovadores. Gosto muito dos anos 60 na música, acho que foi essa coisa psicodélica é o que há, mesmo sendo suspeita pra falar sobre. 9) Nikolai Fraiture (The Strokes) Você? Indie/Alternativo? Bah, vamo lá. Deixe o preconceito de lado e ouça Strokes, eles são ótimos. Nikolai dá uma personalidade extraordinária às músicas (acho eles muito bons, amo os vocais do Casablancas). 8) Francis Buchholz (Ex Scorpions) Classic is classic. Melhor fase do Scorpions, com certeza foi a que o Francis tocou. Simplesmente maravilhoso. 7) Clif...

"Pra frente é que se anda"?

Tô de saco cheio. Ótima maneira de começar uma postagem, great. Acho que de tanto falar disso, me tornei uma pessoas cheia de imediatismos, e, sinceramente, não sei lidar. Essa coisa de não saber como o dia de amanhã será, às vezes me incomoda muito. "Poxa, Ari, tu quer ser Deus?" não, eu só queria ter um pouco de controle em relação ao que me acontece, e nem sempre depende só de mim - como eu queria que assim fosse! "Se fosse fácil, não se chamaria vida", maybe, maybe. Mas poderia ser fácil pelo menos uma vez, não é? Nah, cheguei a um ponto no qual eu não acredito nem desacredito de nada nessa vida. Tudo é possível, inclusive nada. Amores, vida fora do planeta, um ser superior - milongas, meu caro. Crise existencial? Talvez. Essa coisa de querer mudar e a rotina não permitir, também. Criamos então pequenas rotas de escape, ou coisas do tipo. Às vezes funcionam, às vezes não e quando não funcionam, tendemos a ficar irritadiços. Meu problema não é a irritação, e ...

Hanging on quiet desperation

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Ninguém te disse quando correr, você perdeu o tiro de partida. Desde quando inventaram que o tempo é relativo, não sabemos administrá-lo. Até mesmo antes disso. Não sei se a vida é algo a ser administrado; você vive ou não, certo? Acho que é isso. Você se queixa do cansaço, mas abomina o tédio, reclama da correria mas enoja a calmaria. É assim que somos. Porém eu sinto falta. Falta de cuidar do meu tumblr, por exemplo - quanta inutilidade! De ler um livro, aleatoriamente, só porque me deu vontade. Sinto falta de observar as tardes e fazer planos. Sinto falta de dormir - acha absurdo? Eu também. O fato é que crescer é bem difícil. Ter que esquecer coisas que te faziam felizes, seguir com as mais importantes sem ao menos saber se aquilo realmente é importante pra você. Você apenas faz, atendo-se a um desespero silencioso, como diz em Time - aliás, se existe alguma verdade nesse mundo e se a verdade é um fato, ela é resumida nessa música -, e isso torna-se tão automático quanto pisc...

Reles ser humano

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Hoje acordei com muita preguiça. Mas uma preguiça anormal, a considerar que eu não iria fazer nada, logo, não tinha motivos para ter preguiça. Tomei café, fui pras redes sociais como sempre. E fui bombardeada por postagens reclamonas que insistiam em me perseguir dizendo como o dia estava chato, como o dia estava tedioso e como não suportavam o domingo - com "d" de "dia chato". Que coisa irritante! Pra mim estava ótimo estar ali, vivendo do ócio. Reclamar pra que? Trabalho a semana toda e o domingo é ótimo. Meus irmãos correndo pela casa, meu pai arriscando uns acordes, almoço às 16h da tarde, um dvd dos Engenheiros. Mas as pessoas querem viver, sair por aí, deixar a marca delas pelo mundo, porque senão, do que valeu estar aqui? Na verdade, isso pouco importa. Não acho que o esquecimento coletivo seja algo ruim. Ter de fazer algo grandioso para ser lembrado, para ter seu nome em ruas, avenidas, monumentos. Tem alguns seres humanos que vivem para isso. Outros sim...

O fim da linha é só o início

Estou escrevendo esse texto numa madrugada de janeiro, madrugada na qual acabei por chorar ouvindo uma composição do Duca Leindecker, entitulada "Ao Fim de Tudo". Canção maravilhosa, minha composição preferida do Sr. Leindecker.  Parei pra pensar, pouco depois que o fim está em toda a parte. Fim da hora, fim do minuto, fim do segundo, fim da vida. Fim da noite, fim do dia. Fim de semana, fim do relacionamento, fim do mundo, fim. O que nos resta são apenas lembranças, fragmentos de tempo que o cérebro, por algum motivo, guarda. Algumas boas, outras nem tanto. Um dia de chuva deitados no sofá da sala, um beijo, gritos, lágrimas. Um sorriso, uma briga. São tantas coisas que guardamos em nosso mais profundo ser! Guardamos que nem reparamos. Então, talvez, o fim não esteja realmente em toda parte. Se aquele momento, de alguma forma, ainda vive - pensamentos são mais vivos do que se imagina -, então, ...

Nenhum de nós sabe exatamente onde vai parar...

Ultimamente, tenho pensado muito em ir embora. Não que eu não ame minha cidade, não que eu esteja buscando alguém longe (o que não significa também que eu não gostaria de chegar lá e me perder com alguém, ora pois, por que não?). "No mais perfeito caos" é uma ótima definição da minha vida, quase sempre tô em paz, mas nunca é sempre. O estresse, às vezes é maior que eu, o que não é muito difícil de ser - sou pequena -, me deixa muito irritada, por mais que eu tente manter a calma. Tenho 18 anos, não quero surtar antes dos 30, mas, por vezes, parece impossível. Paulista tem fama de ser estressado. É um pouco verdade - o que é verdade? -, vivemos na pressa.  Pressa pra comer, pra trabalhar, pra estudar, pra nos divertir, ufa. O que mais ouço dos clientes, no trabalho é "tudo bem, mas eu estou com um pouco de pressa, será que poderia adiantar o s...

A primeira vez.

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A vida é cheia de primeiras vezes. Primeiro dente arrancado, primeiro amor, primeira queda, primeiro grande show... Bom, essa sou eu parada na esquina entre voltar atrás e seguir em frente. Sábado, dia 10 de janeiro rolou o show especial de 30 anos de Engenheiros do Hawaii. A guria aqui pegou quase 9 horas de fila debaixo de um sol de 35 graus rachando a cabeça - se isso não é amor, imagino o que será que pode ser -, sendo que fiz uma tatuagem no dia anterior - mais uma primeira vez. Coragem? Talvez loucura, eu não sei. Sei que eu fiquei na grade, na cara do Tavares. Ficar mais pro meio era impossível, mas Humberto anda o palco inteiro, então ok. Descobri um lado fotógrafa meu que eu nem sabia que existia, assim que eu conseguir todas as fotos, postarei. Vamos aos fatos: Humberto Gessinger é o Deus do baixo, não tem o que fazer. Rafa Bisogno é um mestre da percussão, nunca vi igual. Mas fiquei realmente surpresa foi com o Tavares. Ele mandou muito bem, me surpreendeu muito. A s...

O tempo

Sei lá, às vezes paro pra pensar na vida e nas diversas situações que ela nos coloca - não reclamando, nem bem dizendo: apontando -, e é engraçado. Você tem cinco anos e quer crescer. Ter barba, uma pasta cheia de papéis importantes, um carro e hora pra sair e chegar em casa, "quero ser igual ao papai". Seu pai, nessa época, muito provavelmente desejava apenas que você não crescesse, e mais, queria ser criança, como você. Não ter responsabilidades, poder chorar na frente de todo mundo, se esconder quando quisesse fugir de algo, ficar sujo o dia todo porque vive na rua jogando bola. Outro caso; 123 mil pessoas querendo um parceiro decente e você com 123 pretendentes sem querer nada com nenhum deles. Egoísmo? Não, ponto de vista. Tu reclamas do seu emprego, mas 123 milhões estão desempregados. "Isso é normal". Desde quando? O ser humano tem o dom de não se contentar. Aliás,...

A passagem do tempo

Feliz 2015, galera de cowboy. Difícil isso, né? Até eu me acostumar com essa coisa de falar "dois mil e quinze", já será "dois mil e dezesseis". Às vezes, ainda solto um "dois mil e treze", e parece que "dois mil e quatro" foi a dois anos atrás, maaaaas, aqui estamos, dois mil e quinze, ano novo, vida nova, que maravilha! O tempo é um elemento natural em fúria, disso tenho certeza. Não tem pra onde fugir, nem como escapar dele, e as festas de fim (início) de ano são demonstrações disso. Tudo parece estar suspenso, nada deve pesar. No entanto, parece igual, diferente, mas igual, sabem? Variações sobre um mesmo tema. Pelo menos por aqui, as festas são sempre parecidas, e, na memória, se confundem: ano passado, ano retrasado, esse ano, dois mil e nove. Fogos, uma ave no forno, luzes piscantes, família mais ou menos reunida, músicas que não gostamos de ouvir, mas que os parentes gostam. Já pararam pra pensar que todo ano já foi "ano novo...