A passagem do tempo
Feliz 2015, galera de cowboy. Difícil isso, né? Até eu me acostumar com essa coisa de falar "dois mil e quinze", já será "dois mil e dezesseis". Às vezes, ainda solto um "dois mil e treze", e parece que "dois mil e quatro" foi a dois anos atrás, maaaaas, aqui estamos, dois mil e quinze, ano novo, vida nova, que maravilha!
O tempo é um elemento natural em fúria, disso tenho certeza. Não tem pra onde fugir, nem como escapar dele, e as festas de fim (início) de ano são demonstrações disso. Tudo parece estar suspenso, nada deve pesar.
No entanto, parece igual, diferente, mas igual, sabem? Variações sobre um mesmo tema. Pelo menos por aqui, as festas são sempre parecidas, e, na memória, se confundem: ano passado, ano retrasado, esse ano, dois mil e nove. Fogos, uma ave no forno, luzes piscantes, família mais ou menos reunida, músicas que não gostamos de ouvir, mas que os parentes gostam.
Já pararam pra pensar que todo ano já foi "ano novo"? Será que são todos iguais com pequenas variações de acontecimentos? Eu não sei. Prefiro pensar que pelo menos, estou vendo-os passar, fazendo algo, ou não. Paro pra pensar e coloco na balança o que foi bom ou ruim. Não mentirei; sou pessimista demais, em 90% do tempo, mas também gosto de pensar que tem perdas que não são perdas, são bençãos.
Tudo tem um lado bom, um lado ruim. E mesmo que não tenha um lado bom, uma hora passa. Hora... Estranho modo de marcar a passagem do nada e do tudo...
Já que estamos falando disso, cabe aqui uma pequena tentativa de poema:
"Tempo"
Leva o que temos,
Trás o que não pedimos,
Diz o que quer,
Não o atendemos.
Passamos a vida
A procurar
A olhar
A tentar
Sentir
Pensar
Agir
Deixar
Uma brisa leve levar.
(A.C, Outubro, 2014)
O tempo é um elemento natural em fúria, disso tenho certeza. Não tem pra onde fugir, nem como escapar dele, e as festas de fim (início) de ano são demonstrações disso. Tudo parece estar suspenso, nada deve pesar.
No entanto, parece igual, diferente, mas igual, sabem? Variações sobre um mesmo tema. Pelo menos por aqui, as festas são sempre parecidas, e, na memória, se confundem: ano passado, ano retrasado, esse ano, dois mil e nove. Fogos, uma ave no forno, luzes piscantes, família mais ou menos reunida, músicas que não gostamos de ouvir, mas que os parentes gostam.
Já pararam pra pensar que todo ano já foi "ano novo"? Será que são todos iguais com pequenas variações de acontecimentos? Eu não sei. Prefiro pensar que pelo menos, estou vendo-os passar, fazendo algo, ou não. Paro pra pensar e coloco na balança o que foi bom ou ruim. Não mentirei; sou pessimista demais, em 90% do tempo, mas também gosto de pensar que tem perdas que não são perdas, são bençãos.
Tudo tem um lado bom, um lado ruim. E mesmo que não tenha um lado bom, uma hora passa. Hora... Estranho modo de marcar a passagem do nada e do tudo...
Já que estamos falando disso, cabe aqui uma pequena tentativa de poema:
"Tempo"
Leva o que temos,
Trás o que não pedimos,
Diz o que quer,
Não o atendemos.
Passamos a vida
A procurar
A olhar
A tentar
Sentir
Pensar
Agir
Deixar
Uma brisa leve levar.
(A.C, Outubro, 2014)
Me despeço, vou pesquisar sobre umas teorias sinistras que a memória e uma conversa me trouxeram de volta.
Lindo poema.
ResponderExcluirAwn :3 obrigada ><
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