O fim da linha é só o início
Estou escrevendo esse texto numa madrugada de janeiro, madrugada na qual acabei por chorar ouvindo uma composição do Duca Leindecker, entitulada "Ao Fim de Tudo". Canção maravilhosa, minha composição preferida do Sr. Leindecker. Parei pra pensar, pouco depois que o fim está em toda a parte. Fim da hora, fim do minuto, fim do segundo, fim da vida. Fim da noite, fim do dia. Fim de semana, fim do relacionamento, fim do mundo, fim. O que nos resta são apenas lembranças, fragmentos de tempo que o cérebro, por algum motivo, guarda. Algumas boas, outras nem tanto. Um dia de chuva deitados no sofá da sala, um beijo, gritos, lágrimas. Um sorriso, uma briga. São tantas coisas que guardamos em nosso mais profundo ser! Guardamos que nem reparamos. Então, talvez, o fim não esteja realmente em toda parte. Se aquele momento, de alguma forma, ainda vive - pensamentos são mais vivos do que se imagina -, então, ...