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Mostrando postagens de janeiro, 2015

O fim da linha é só o início

Estou escrevendo esse texto numa madrugada de janeiro, madrugada na qual acabei por chorar ouvindo uma composição do Duca Leindecker, entitulada "Ao Fim de Tudo". Canção maravilhosa, minha composição preferida do Sr. Leindecker.  Parei pra pensar, pouco depois que o fim está em toda a parte. Fim da hora, fim do minuto, fim do segundo, fim da vida. Fim da noite, fim do dia. Fim de semana, fim do relacionamento, fim do mundo, fim. O que nos resta são apenas lembranças, fragmentos de tempo que o cérebro, por algum motivo, guarda. Algumas boas, outras nem tanto. Um dia de chuva deitados no sofá da sala, um beijo, gritos, lágrimas. Um sorriso, uma briga. São tantas coisas que guardamos em nosso mais profundo ser! Guardamos que nem reparamos. Então, talvez, o fim não esteja realmente em toda parte. Se aquele momento, de alguma forma, ainda vive - pensamentos são mais vivos do que se imagina -, então, ...

Nenhum de nós sabe exatamente onde vai parar...

Ultimamente, tenho pensado muito em ir embora. Não que eu não ame minha cidade, não que eu esteja buscando alguém longe (o que não significa também que eu não gostaria de chegar lá e me perder com alguém, ora pois, por que não?). "No mais perfeito caos" é uma ótima definição da minha vida, quase sempre tô em paz, mas nunca é sempre. O estresse, às vezes é maior que eu, o que não é muito difícil de ser - sou pequena -, me deixa muito irritada, por mais que eu tente manter a calma. Tenho 18 anos, não quero surtar antes dos 30, mas, por vezes, parece impossível. Paulista tem fama de ser estressado. É um pouco verdade - o que é verdade? -, vivemos na pressa.  Pressa pra comer, pra trabalhar, pra estudar, pra nos divertir, ufa. O que mais ouço dos clientes, no trabalho é "tudo bem, mas eu estou com um pouco de pressa, será que poderia adiantar o s...

A primeira vez.

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A vida é cheia de primeiras vezes. Primeiro dente arrancado, primeiro amor, primeira queda, primeiro grande show... Bom, essa sou eu parada na esquina entre voltar atrás e seguir em frente. Sábado, dia 10 de janeiro rolou o show especial de 30 anos de Engenheiros do Hawaii. A guria aqui pegou quase 9 horas de fila debaixo de um sol de 35 graus rachando a cabeça - se isso não é amor, imagino o que será que pode ser -, sendo que fiz uma tatuagem no dia anterior - mais uma primeira vez. Coragem? Talvez loucura, eu não sei. Sei que eu fiquei na grade, na cara do Tavares. Ficar mais pro meio era impossível, mas Humberto anda o palco inteiro, então ok. Descobri um lado fotógrafa meu que eu nem sabia que existia, assim que eu conseguir todas as fotos, postarei. Vamos aos fatos: Humberto Gessinger é o Deus do baixo, não tem o que fazer. Rafa Bisogno é um mestre da percussão, nunca vi igual. Mas fiquei realmente surpresa foi com o Tavares. Ele mandou muito bem, me surpreendeu muito. A s...

O tempo

Sei lá, às vezes paro pra pensar na vida e nas diversas situações que ela nos coloca - não reclamando, nem bem dizendo: apontando -, e é engraçado. Você tem cinco anos e quer crescer. Ter barba, uma pasta cheia de papéis importantes, um carro e hora pra sair e chegar em casa, "quero ser igual ao papai". Seu pai, nessa época, muito provavelmente desejava apenas que você não crescesse, e mais, queria ser criança, como você. Não ter responsabilidades, poder chorar na frente de todo mundo, se esconder quando quisesse fugir de algo, ficar sujo o dia todo porque vive na rua jogando bola. Outro caso; 123 mil pessoas querendo um parceiro decente e você com 123 pretendentes sem querer nada com nenhum deles. Egoísmo? Não, ponto de vista. Tu reclamas do seu emprego, mas 123 milhões estão desempregados. "Isso é normal". Desde quando? O ser humano tem o dom de não se contentar. Aliás,...

A passagem do tempo

Feliz 2015, galera de cowboy. Difícil isso, né? Até eu me acostumar com essa coisa de falar "dois mil e quinze", já será "dois mil e dezesseis". Às vezes, ainda solto um "dois mil e treze", e parece que "dois mil e quatro" foi a dois anos atrás, maaaaas, aqui estamos, dois mil e quinze, ano novo, vida nova, que maravilha! O tempo é um elemento natural em fúria, disso tenho certeza. Não tem pra onde fugir, nem como escapar dele, e as festas de fim (início) de ano são demonstrações disso. Tudo parece estar suspenso, nada deve pesar. No entanto, parece igual, diferente, mas igual, sabem? Variações sobre um mesmo tema. Pelo menos por aqui, as festas são sempre parecidas, e, na memória, se confundem: ano passado, ano retrasado, esse ano, dois mil e nove. Fogos, uma ave no forno, luzes piscantes, família mais ou menos reunida, músicas que não gostamos de ouvir, mas que os parentes gostam. Já pararam pra pensar que todo ano já foi "ano novo...